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Prefeito Telmo Kirst inicia ofensiva contra o contrabando de cigarros Última atualização em, 16 de maio de 2017

Prefeitos dos municípios produtores de tabaco dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Bahia, além de líderes de entidades como Afubra, Abifumo, Sinditabaco e deputados foram recebidos, na tarde desta terça-feira, dia 16, em audiência pelo ministro interino da Agricultura, Eumar Novacki, em uma mobilização por medidas mais enérgicas para pôr fim ao contrabando de cigarrros no país. O titular da pasta, Blairo Maggi não participou do encontro, em virtude de estar em uma missão internacional. 

 

Articulador da ofensiva, o prefeito de Santa Cruz do Sul e presidente da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), Telmo Kirst,  entregou uma carta da entidade ao ministro interino, que, dentre outras coisas, abordou o efeito catastrófico do mercado ilegal sobre toda a sociedade brasileira. O documento contempla números da evasão fiscal, acentua o impacto da perda de receita sobre a economia dos municípios produtores, menciona os riscos à saúde dos consumidores e alerta para o fato de que o contrabando financia atividades criminosas, como  tráfico de drogas e armas. 

 

Telmo disse que a questão do contrabando de cigarros no país causa grande preocupação nos municípios onde se produz tabaco, principalmente em Santa Cruz do Sul, que também industrializa o produto para todo o Brasil. “Estamos competindo com um produto que não passa pelo controle de qualidade da Anvisa e com preço muito inferior aos praticados no mercado. Queremos que o governo federal passe a agir de maneira mais efetiva para combater o contrabando e evitar a derrocada da economia nos municípios”, disse.

 

A receptividade para tratar do assunto foi sentida logo no início do encontro, quando o ministro interino estabeleceu um canal de diálogo aberto com os prefeitos. “Blairo falou comigo sobre a visita que fez a Santa Cruz do Sul. Estamos indo conhecer de perto as produções pelo Brasil inteiro”, disse. De acordo com Novacki, a forma como a cadeia produtiva de tabaco está sendo atendida mudou significativamente. Ele afirmou que o governo está ciente do problema, que trabalha por uma solução rápida, mas que a questão envolve também outras áreas, como Justiça, Saúde e Educação. “Se não fizermos um monitoramento das fronteiras, permitimos que um cigarro de péssima qualidade entre no nosso país. É questão de saúde pública. Vamos procurar sensibilizar o Ministério da Saúde porque esse é um tema que exige a união de várias áreas”, observou.  

 

A audiência com os prefeitos e demais lideranças da cadeia produtiva foi intermediada pela senadora Ana Amélia Lemos, que, na ocasião, falou sobre a importância do setor para os produtores e para a economia dos municípios onde se produz tabaco. “O governo federal deixa claro que está preocupado com o produtor e com o impacto do contrabando na arrecadação dos nossos municípios. Mas precisamos de ações efetivas para proteger a economia desses municípios”, disse Ana Amélia Lemos. Ela fez questão de ressaltar ainda que seu mandato tem sido pautado pela defesa da cadeia produtiva.

 

Nesta quinta-feira, dia 18, os prefeitos terão audiências com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, e da Justiça, Osmar Serraglio.

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