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Cães do Canil Municipal auxiliam no tratamento de idosos da ASAN √öltima atualiza√ß√£o em, 20 de maio de 2014

Conhecidos como melhores amigos do homem, os cães também podem se sair bons terapeutas. Com seu jeito dócil e carinhoso, eles facilmente proporcionam aumento da afetividade, do ânimo e da socialização. Na Associação de Auxílio aos Necessitados de Santa Cruz do Sul (ASAN), essas foram algumas das mudanças de comportamento entre os idosos desde o início da Cão-terapia. O projeto idealizado pela Prefeitura, através da Vigilância Sanitária, estreou no dia 6 de maio e será realizado quinzenalmente.

A iniciativa utiliza cães do Canil Municipal para estimular as atividades de fisioterapia com os idosos. Para isso, quatro dos 60 cães da instituição estão sendo treinados para trabalhar com os 94 moradores da ASAN. Segundo o fisioterapeuta e adestrador André Fröhlich, a escolha é feita com base no perfil dos animais. “Cães mais ativos aprendem truques com mais facilidade. Os mais calmos são ótimos para sociabilização”, explica ele, que conta com o suporte do fisioterapeuta da Secretaria Municipal da Saúde, Lucas Correa, para o desenvolvimento do projeto.

O adestramento ocorre semanalmente no Canil Municipal. Conforme Fröhlich, que atua como voluntário no projeto, mais do que beneficiar os idosos, a Cão-terapia auxilia também os próprios animais, que através do contato humano, criam condições de superar traumas vivenciados anteriormente. “Alguns não saíam da caixinha de jeito nenhum, como por exemplo a Branquinha. Hoje, ela já permite carinho e, na medida em que vai ganhando confiança, vai interagindo com as pessoas”, observa.

Além da Branquinha, fazem parte do projeto o Pingo, a Flópi e o Véio – atualmente o cão mais idoso do Canil. “A ideia é que todos os cães passem pelo adestramento, o que facilitaria muito o processo de adoção”, acredita a chefe de divisão do Canil, Bruna Molz.

Após a etapa de sociabilidade, em que os idosos levam os cães para passear, fazem carinho e brincam com os animais, terão início as atividades de fisioterapia especificamente. De acordo com Fröhlich, que coordena o curso de extensão Terapia Assistida por Cães, em Novo Hamburgo, é possível direcionar o treinamento dos cachorros para objetivos diferentes, seja para o tratamento de idosos ou crianças. “O cachorro vive em matilha e tem necessidade de viver com outros animais, por isso ele enxerga as pessoas como parte da matilha. No asilo, é uma troca muito bonita de carinho, pois assim como muitos cães que estão hoje no Canil foram vítimas de maus-tratos, muitos idosos da ASAN também foram abandonados pelas suas famílias”, diz Fröhlich. 

Para a enfermeira da Associação, Márcia Freitas, a Cão-terapia possibilita inovar a rotina dos asilados sem sair do espaço da ASAN. “É uma forma de trazer alegria para eles e aproximá-los dos animais e, para nós, é emocionante ver o envolvimento e a evolução deles com esse contato.”

 

 

 

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