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Mutirão com três secretarias municipais faz limpeza na área da coletora de resíduos no Corredor Pritsch Última atualização em, 15 de janeiro de 2024

Prefeitura intensificará fiscalização para coibir infrações no local


Uma grande operação de limpeza na área onde está instalada a coletora de resíduos, no Corredor Adolfo Pritsch – bairro Bom Jesus, às margens da BR-471, foi desencadeada pela Prefeitura de Santa Cruz do Sul na manhã desta sexta-feira (12). 


A medida foi necessária devido à grande quantidade de material descartado de forma irregular no local. A coletora recebe apenas resíduos domiciliares (sólidos urbanos, orgânicos e volumosos – restos de móveis). Entretanto, no chão em seu entorno, foram encontrados uma enorme quantidade de materiais como paletes, restos de móveis e podas, televisão, papelão, colchões e outros itens. A ação envolveu as secretarias de Meio Ambiente, Saneamento e Sustentabilidade (Semass), Obras e Infraestrutura (Seoi) e Serviços Públicos Sesp). 


Durante o trabalho, 10 caminhões de material irregular foram recolhidos, além de algumas cargas carregadas no próprio contêiner. A coletora ficará temporariamente indisponível no local. A Prefeitura colocou 21 cargas de rachão no local, criando uma base para a estrutura metálica, tornando mais fácil o trabalho dos caminhões que periodicamente recolhem o conteúdo nela depositado. A área permanecerá isolada até que o serviço seja novamente disponibilizado.


O descarte indevido está sujeito a multas e a Prefeitura irá intensificar a vigilância no local para coibir as infrações. O titular da Seoi, secretário Edmar Hermany, destaca que uma câmera foi instalada na área para ajudar na identificação dos responsáveis. "Acredito que 99% do material descartado irregularmente ali com certeza não é colocado por moradores do Bom Jesus, mas sim de outros locais", diz o secretário. Ele salienta que a associação do bairro tem colaborado e se empenhado para que a coletora seja usada de forma correta pela comunidade.


Durante o ano de 2023, Santa Cruz do Sul investiu mais de R$ 16 milhões para a coleta de lixo (convencional e seletiva), transporte (até o transbordo, à Coomcat e para o aterro sanitário) e à destinação adequada dos resíduos. Além do dano ambiental que o problema causa – com a contaminação de solo e recursos hídricos), o descarte irregular também acarreta o encarecimento do serviço.

 

Restos de poda devem ser destinados ao Aterro Vegetal, nas proximidades do Autódromo Internacional de Santa Cruz do Sul. Entretanto, para fazê-lo, é preciso solicitar autorização junto à Semass (rua Coronel Oscar Jost, 333). Para o descarte de materiais de construção, é necessário contratar empresas particulares do ramo – os papa-entulho. Hermany também frisa que a coletora recebe apenas resíduos domiciliares. Portanto é vedado a empresas depositarem materiais no local.


O descarte irregular, feito por cidadãos e pessoas jurídicas, é passível de multa a partir de R$ 5 mil, podendo a punição ser agravada por diversos critérios como reincidência, o tipo de material e se o descarte foi feito por empresa.

Pode-se denunciar via telefone (51) 3690-4151 (SEMASS), por e-mail atendimento.meioambiente@santacruz.rs.gov.br, através do Portal do Meio Ambiente (https://portal.sysnova.com.br/Index.aspx?pmid=397 – Denúncias) ou ainda pelo Whatsapp da Prefeitura, pelo número (51) 9 8443-0312. Fotografias e vídeos podem ajudar na identificação dos infratores.