Agentes de endemias iniciam instalação de ovitrampas em bairros de Santa Cruz

Agentes de endemias iniciam instalação de ovitrampas em bairros de Santa Cruz

Última atualização em 22 de abril de 2026

Na manhã desta quinta-feira, dia 16, nove agentes de combate às endemias da Secretaria Municipal de Saúde (Sesa), de Santa Cruz do Sul, foram a campo para a instalação de ovitrampas, dispositivos utilizados no monitoramento do mosquito Aedes aegypti. A ação ocorre nos bairros Senai, Schulz e Bom Jesus, com apoio da 13ª Coordenadoria Regional de Saúde (13ª CRS), e segue protocolos técnicos recomendados pela Fiocruz e pelo CEVS/RS, com foco no monitoramento precoce do vetor, responsável pela transmissão de dengue, zika e chikungunya.


As armadilhas estão sendo posicionadas em pontos estratégicos, a cerca de 1,5 metro de altura, sempre em locais protegidos, como áreas cobertas, garagens ou dispensas. Cada unidade é identificada com numeração e data de instalação, garantindo o controle e a rastreabilidade do monitoramento. Ao todo, serão instaladas 30 ovitrampas: nove no bairro Senai, com cobertura distribuída de forma homogênea entre áreas centrais e periféricas; nove no Schulz, com priorização de áreas residenciais e regiões próximas à sanga e à BR-471; e 12 no Bom Jesus, considerando sua maior extensão territorial e densidade urbana.


Após um período de três a cinco dias, os agentes retornam aos locais para recolher as palhetas — pequenas lâminas de madeira onde as fêmeas do mosquito depositam seus ovos. O material é então encaminhado para análise, onde é feita a contagem dos ovos. Em seguida, as palhetas são incineradas, impedindo o desenvolvimento de novos mosquitos.


De acordo com o coordenador do Setor de Endemias, Alexandre Moura Goularte, as ovitrampas são ferramentas seguras e não representam risco à população. “Elas não criam nem aumentam a presença de mosquitos, apenas permitem identificar a atividade do inseto já existente na área. A partir dos dados coletados, é possível mapear regiões com maior incidência e direcionar ações mais eficazes de combate”, explicou ele.


A instalação das armadilhas conta com a parceria de moradores, que autorizam a colocação dos dispositivos em suas residências. Os agentes estão devidamente uniformizados e identificados com crachá da Prefeitura, além de preparados para orientar a população e esclarecer dúvidas.


A estratégia tem como objetivos detectar precocemente a presença do vetor, gerar dados para análise da infestação por região, subsidiar ações direcionadas de controle e otimizar os recursos das equipes de campo. A metodologia permite o monitoramento contínuo e a tomada de decisão baseada em evidências, antecipando possíveis cenários de aumento de casos e fortalecendo as estratégias de prevenção.


A Secretaria Municipal de Saúde (Sesa) reforça que, apesar do uso de tecnologias de monitoramento, o combate ao mosquito depende fundamentalmente da colaboração da comunidade, com a eliminação de recipientes que possam acumular água parada.


Foto: Diego Sampaio

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